Maffesoli.
Michel. A Transfiguração do
Político: a tribalização
do mundo. 3 ed. Porto Alegre: Sulina, 2005.
Os
anos passam e este livro fica cada vez mais atual.
Neste Brasil do começo do século
XXI, atolado em escândalos de corrupção
e na crise das utopias da esquerda, Michel Maffesoli
aparece como um oráculo que enfrentou os
lugares-comuns da modernidade em busca de pistas
interpretativas para a compreensão dos
fenômenos sociais.
A
Transfiguração do Político
é um libelo contra todos os tipos de poder,
inventário implacável dos descaminhos
da libido dominandi. Ensaio libertário,
denuncia as estratégias milenares das estruturas
de poder para conter a explosão dos sentidos
e reproduzir-se em benefício próprio.
Fora
do cartesianismo da relação otimismo/
pessimismo, Michel Maffesoli descreve com paixão
os caminhos encontrados pelos indivíduos
e pelas massas no cotidiano para resistir ao horror
do poder. O sociólogo do cotidiano demonstra
como a Razão na modernidade foi transformada
em instrumento de controle, expulsando e condenando
todas as manifestações não-racionais,
afetivas, da ordem do inútil, a cultura
do sentimento. Maffesoli mostra que o homem, ser
simbólico, não pode ser reduzido
à lógica do utilitário, nem
ter amputada a sua dimensão mágica,
poética, sonhadora. Manifesto em defesa
da vida, da arte, da liberdade, do estar-junto
e do "supérfluo necessário",
A Transfiguração do político
desmonta os projetos futuristas empenhados em
oferecer à sociedade grandes ideais, as
utopias clássicas que desabaram.
Maffesoli,
Michel. No fundo das aparências.
Petrópolis: Vozes, 2005.
O
sociólogo M. Maffesoli, observando a nossa
época através das lentes da estética,
estuda com serenidade e complacência uma
tendência marcante da época atual:
o hedonismo, o culto do corpo, a ênfase
na aparência, o apreço ao fútil...
Em suma, o autor procura elaborar uma "ética
da estética" do homem contemporâneo.
"Tudo o que se liga ao presenteísmo,
no sentido da oportunidade, tudo o que remete
à banalidade e à força agregativa,
numa palavra, a ênfase do carpe diem, hoje
renascente, encontra na matriz estética
um lugar de eleição."
Mafesoli descreve de modo imparcial a tendência
pós-moderna de romper com o racionalismo
da modernidade e deixar valer a força da
emoção e da natureza.
Maffesoli,
Michel. O tempo das tribos. 4 ed.
São Paulo, Forense, 2006.
Nesta obra, Michel Maffesoli, professor de Sociologia
na Sorbonne, faz uma análise da mudança
de enfoque da sociedade pós-moderna. O
individualismo é substituído pela
necessidade de identificação com
um grupo, aspecto verificado na moda, por exemplo,
e que é reforçado pelo desenvolvimento
tecnológico: televisão a cabo, computador
etc.
Não se trata de uma nova cultura, mas
de sua transformação como aspecto
decisivo. O surgimento de grupos, de conjuntos
musicais, esportivos e turísticos é
apontado como característica dessa "nova"
sociedade.
É nesse sentido que a presente obra torna-se
singular, por tratar a cultura não como
uma conseqüência da sociedade, mas
um de seus aspectos mais importantes, pois é
por meio dela que os indivíduos se posicionam
socialmente.
Nesta
nova edição, revista, o Autor amplia
sua visão sobre o tema e atualiza conceitos
que são de extrema utilidade para o leitor,
que já consagrou este reconhecido trabalho.