Esses
poemas são dedicados ao período mágico
do Natal. Lamento que essa data seja comemorada
apenas uma vez por ano. Se fosse todo dia, a convivência
humana seria mais tranqüila e produtiva.
O
Natal sempre foi uma data importante para mim.
Vivi momentos alegres e tristes, não importa,
todos contribuíram para o meu crescimento
e por essa razão eu gosto de brincar com
as palavras rimando e relembrando os fatos todos
os anos.
Quando é tempo de Natal
Renasce o Papai Noel,
Os peixes brincam no mar,
Os anjos descem do céu.
As
estrelas brilham mais,
O sol é mais amarelo,
As flores são mais alegres,
Os sorrisos são mais belos.
O
bem sobrepõe o mal,
O mundo é mais consciente,
A busca do mesmo ideal
Transforma a alma da gente.
Os
homens ficam mais sábios,
Falam de paz e alegria,
Lembram-se dos irmãos
Que não comem todo dia.
O
céu se enche de luz,
Adulto vira criança,
Um simples sinal da cruz
Ressuscita a esperança.
Quando
é noite de Natal
É tempo de refletir:
Deus nos dá mais uma chance
De fazer alguém sorrir.
Dezembro, 2004
MAIS UM NATAL
Autor: Jerônimo Mendes
Todo Natal é assim,
luzes, cores e presentes,
a paz ressurge do nada
e transforma o ambiente.
As
energias convergem
para um único desejo,
nada de fome ou de guerra
no mais simples lugarejo.
As
mãos do mundo se unem
em busca da solução,
pelo menos num instante,
irmão abraçando irmão.
Sentimentos
de igualdade,
renova-se a esperança
abrindo largo sorriso
no rosto de uma criança.
Quando
olhamos ao redor
há muitos que nada tem,
nossos direitos terminam
onde começa o de alguém.
Todo
Natal é assim,
tentamos fazer o bem
que durante o ano todo
não fizemos a ninguém.
Dezembro, 2003
SONHO DE NATAL
Autor: Jerônimo Mendes
Dia desses tive um sonho,
continentes tão distantes
resolveram dar as mãos
e nada mais foi como antes.
Negros,
brancos, amarelos,
jovens, adultos, crianças,
os mais novos e os mais velhos
dividindo as esperanças.
O
céu repleto de estrelas,
o mar tranqüilo e sereno,
singulares testemunhas
do meu desejo terreno.
Entre
uma e outra imagem,
muita paz, nada de guerra,
nem racismo nem violência,
apenas vida na Terra.
Eu
vi povos diferentes
numa mesa de jantar,
cristãos, judeus, muçulmanos,
felizes a comemorar.
Um
sonho onde todos falavam
uma língua universal,
irmão abraçando irmão,
era tempo de Natal !
Dezembro, 2002
QUERIDO PAPAI NOEL
Autor: Jerônimo Mendes
Para o próximo Natal
tenho um pedido modesto:
o bem acima do mal
através de um simples gesto.
Um
gesto de paz e amor
que transmita esperança
e recupere o valor
que a vida já não alcança.
Se
eu pudesse no Natal
escolher um bom presente,
faria do mundo atual
outro muito diferente.
Diferente
e tolerante
na cor e na religião
onde todo semelhante
fosse mais do que um irmão.
E
no próximo Natal
quero abrir o coração
nesse mundo desigual
carente de reflexão.
Reflexão
que não cabe
numa simples oração,
somente quando se sabe
repartir amor e pão !
Dezembro, 2001
O QUE É O NATAL?
Autor: Jerônimo Mendes
O que é mesmo o Natal
senão a paz de uma criança,
as luzes do pinheirinho
e um resto de esperança ?
O
que é mesmo o Natal
senão a força do brilho
e a alegria do sorriso
aberto no rosto do filho ?
O
que é mesmo o Natal
senão a feliz consciência
de mais um ano vivido
com amor e paciência ?
Seja
o próximo Natal
fartura na mesa do pobre,
o mundo bem mais humano
na consciência do nobre;
Um
misto de paz e saúde,
encontro da felicidade,
fim da guerra e violência,
início da liberdade.
Um
tempo de reflexão
e o desejo natural
de ajudar mais um irmão
a ser feliz no Natal !!!
Dezembro, 2000
DESEJO DE NATAL
Autor: Jerônimo Mendes
Em cada esquina um irmão,
em cada irmão uma esperança,
em cada migalha de pão
o sorriso de uma criança.
Em
cada olhar a certeza
da lágrima agradecida
pela fartura na mesa,
por mais um ano de vida.
Que
as sementes da ganância
não proliferem jamais
eliminando a distância
entre rebeldia e paz.
Que
a chama da reflexão
possa reunir a família
e o amor no coração
seja a chama que mais brilha.
Que
o mundo seja capaz
de encontrar uma saída
sem medo de olhar para trás
no momento da subida.
Saiba
o homem perdoar
e corrigir todo o mal
que pesa sobre seus ombros
numa noite de Natal . . .
Dezembro, 1999
NOITE DE NATAL
Autor: Jerônimo Mendes
Não há noite mais sublime
que uma Noite de Natal
quando o homem se redime
e o bem sobrepõe o mal,
quando o pai arrependido
é capaz de perdoar
o filho que havia perdido,
mas nunca deixou de amar.
De todas a mais feliz
aos olhos de uma criança
triste, alegre e indefesa,
carregada de esperança
de ver o mundo melhor,
mais humano e consciente,
digno de um amor maior
para o bem de tanta gente.
Deus permita que algum dia,
unidos na mesma fé,
toda mãe seja Maria,
todo pai seja José,
seja o Mundo diferente,
em torno do mesmo ideal
a esperar pelo presente
que há de chegar no Natal.
Dezembro, 1998
NO PRÓXIMO NATAL...
Autor: Jerônimo Mendes
Vamos quebrar o silêncio,
dar tréguas ao inimigo,
destruir aquele orgulho,
sinônimo de perigo.
Vamos
erguer a cabeça,
deixar o ódio de lado,
construir um novo dia,
perdoar para ser perdoado.
É
justo o arrependimento
por todo o mal que causamos,
é tempo de agradecimento
pelo bem que conquistamos.
É
justo também refletir
que a vida vale a pena
apesar das diferenças
que tornam a alma pequena.
É
tempo de paz e oração
enquanto o ano termina
e se vê mais um irmão
caído na próxima esquina.
É
tempo de distribuir
o carinho essencial
que alimenta a esperança
de um mundo melhor, é Natal.
Dezembro, 1997
NATAL
Autor: Jerônimo Mendes
Eu era ainda pequeno,
lembro-me muito bem,
sabia contar os dias,
sonhava como ninguém.
Minha
mãe, alegremente,
uma mulher sem igual,
a enfeitar o pinheirinho
para a noite de Natal.
Em
seus olhos fatigados
uma lágrima somente,
nunca soube que faltava
dinheiro para o presente.
Na
minha feliz inocência,
presentes choviam do céu,
jogados por um velhinho
chamado Papai Noel.
Na
véspera de Natal
papai chorava baixinho,
mamãe no quarto embalava
um pequeno brinquedinho.
Apesar
do triste clima
e da simples refeição,
o presente era sagrado
logo após a oração.
Bem
mais tarde descobri
que o grande papai do céu
foi quem arranjou dinheiro
para o meu Papai Noel.
Hoje
posso compreender,
o dinheiro compra e faz,
mas amor de pai e mãe
dinheiro não compra jamais.