REVISTA VOCÊ S/A

Edição: 77
Mês: Novembro / 2004
Páginas: 40-47
Citação: Livro Oh, Mundo Cãoporativo – Jerônimo Mendes (Página 47)

Você em Ação

Querem puxar o seu tapete

Cuidado com a politicagem. Em busca de status, poder e prestígio, chefes e colegas podem virar seus piores inimigos

Mauro Silveira

Um jogo silencioso está acontecendo neste exato momento dentro da sua empresa. Você pode não conhecer as regras nem saber exatamente quais são os jogadores e suas intenções, mas a verdade é que ele pode colocar em risco o seu emprego e a sua carreira. Esse jogo tem um nome: politicagem. É a famosa rede de intrigas, encabeçada por uma pessoa ou mesmo um grupo para obter vantagens pessoais e, em alguns casos, até prejudicá-lo. Trata-se de um mal crônico nas empresas. Na pesquisa para a edição de 2004 do Guia EXAME – VOCÊ SA — As Melhores Empresas para Você Trabalhar, politicagem e favoritismo aparecem como a principal fonte de insatisfação dos funcionários de todo o país.
Boa parte das boas empresas para trabalhar tem procurado combater esse problema. Fazem isso por meio, por exemplo, da avaliação 360 graus, da instalação de linha 0800 para denúncias, de comitês de ética e de cafés da manhã com altos executivos. Apesar de todo o esforço, o fato é que a política (a indispensável arte de conquistar aliados para seus projetos e estratégias) muitas vezes é confundida com politicagem — assim como nos gabinetes em Brasília. “Na politicagem, há sempre três fatores presentes: status, poder e prestígio”, afirma Francisco Pierroti, consultor da Mandelli Consultores Associados, de São Paulo. “Até uma simples mudança de layout do escritório pode provocar uma guerra acirrada, com as pessoas articulando estratégias para ficar com o melhor espaço ou a sala de canto.”
A politicagem no ambiente de trabalho age como uma doença que mina a energia da vítima de maneira traiçoeira, sem que ela perceba seu avanço. Os ataques podem acontecer das mais variadas formas. Por exemplo:
• Um colega de trabalho que entra toda semana na sala do seu chefe para, discretamente, falar mal de você.
• O chefe que promove uma pessoa menos competente do que você simplesmente por ser mais amigo dela.
• O líder que esquece você ao distribuir elogios e premiações por bom desempenho.
• Os colegas que começam a boicotá-lo nas reuniões criticando suas idéias e sugestões.

A “fritura” é lenta e gradual
As vítimas da politicagem acabam suportando a pressão por medo de perder o emprego ou porque a politicagem é tão sutil que nem a própria pessoa tem certeza de que está sendo fritada. O engenheiro Ricardo Mansur, de 41 anos, até hoje não sabe ao certo por que perdeu o cargo de gestor de tecnologia de uma das principais tradings mundiais, onde trabalhou por 11 anos. Durante o período em que esteve na empresa, ele afirma ter desenvolvido mais de cem projetos e gerado economia da ordem de 1,5 milhão de dólares por ano. Em 2001, executou a reformulação da rede de tecnologia da empresa para prepará-la para seu novo ciclo de crescimento. E foi justamente aí que seu drama começou. “Meu chefe mudou de comportamento de uma hora para outra e até agora não entendi bem as razões para isso”, diz ele. “Não me chamava mais para participar de reuniões importantes, nunca tinha tempo para me receber em sua sala, não dava feedback e me preteria na hora das premiações e na indicação para receber bônus.” O jogo durou três anos, culminando com sua demissão, em janeiro. De nada adiantou ser um profissional experiente e dono de um currículo consistente, que inclui uma especialização em tecnologia de informação. “Acho que isso aconteceu porque a empresa já tinha alcançado a capacitação esperada em tecnologia de informação e eu me tornei desnecessário”, diz. “Outra hipótese pode ter sido a idade, pois boa parte das empresas não gosta de quem chega aos 40.”
Mansur perdeu o emprego no auge da sua produtividade e potencial de ascensão. Um prejuízo que não há como ser indenizado. Aliás, as chances de uma ação para reparar perdas geradas por politicagem são mínimas, segundo a advogada Nancy Tancsik de Oliveira, do escritório Lourenço de Oliveira Advogados, de São Paulo. “Além de não existir leis nesse sentido, é difícil reunir provas que comprovem os danos ao funcionário, pois é um jogo dissimulado que acontece na maioria das vezes na esfera verbal”, diz ela. Como provas, entenda e-mails, bilhetes e testemunhas que comprovem o jogo.
Um dos casos mais clássicos de fritura é o do chefe que se sente ameaçado com a alta performance de seu funcionário. Aí, sem saber lidar com o crescimento e o brilho do subordinado, sabota o profissional até conseguir tirá-lo do jogo. O executivo piracicabano Jorge Rys Júnior, de 36 anos, sabe bem o que é isso. Em 2002, ele foi contratado como gerente de mercado por uma das maiores redes de eletroeletrônicos do país. Sua meta? Reverter resultados de umas das regionais que estava no negativo. Assumiu o posto e não só conseguiu atingir os objetivos como cresceu. Tanto que, depois de quase três anos de companhia, já gerenciava 23 lojas na cidade de São Paulo. Coordenava uma equipe de 30 gerentes de loja, 400 vendedores e 200 funcionários administrativos. “Minha área era responsável por 20% do faturamento da empresa”, diz Rys Júnior. Com um perfil de empreendedor, Rys criou no mesmo período um departamento de marketing direto e vendas corporativas para a empresa. Como se vê, tudo andava muito bem para o jovem executivo. Pela rádio-peão, ficou sabendo até que seu nome havia sido cotado para a diretoria regional de São Paulo, posto em aberto.
No entanto, em abril deste ano, outro executivo, vindo da regional centro-oeste, virou seu chefe. Rys conta que tentou recepcioná-lo da melhor forma possível. Abriu todas as portas, repassou informações, se colocou à disposição para visitas e viagens. No entanto, assim que assumiu definitivamente o cargo, o diretor começou a detoná-lo. Visitava as lojas e dizia que tudo estava péssimo. Depois de uma das apresentações, fez o seguinte comentário: “Sua reunião é uma m... Muita tecnologia não serve para nada”. Rys havia usado data show e laptop. Adepto de tecnologia, costumava andar até com uma câmera digital para registrar as visitas às lojas.
As críticas e comentários não pararam, até o dia em que o diretor sugeriu que Rys saísse de férias para descansar. “Neste momento, percebi que algo estava errado. E resolvi abrir o jogo e perguntar se pretendia me demitir após as férias”, conta o economista e administrador de empresas. “Ele disse que não, que nada ia mudar.” Aconteceu exatamente o contrário. A razão? Outra resposta clássica: redução de custos. “Fui demitido porque incomodei meu chefe”, diz Rys. Resultado do desgaste: 15 quilos a mais e hipertensão. Hoje, Rys assume que faltou-lhe um pouco de malícia. “Mas isso não mudou minha meta. Sou proativo e empreendedor, e vou continuar assim.” Atualmente, o executivo está em fase final em vários processos de contratação.

Fraquezas humanas
“As pessoas agem assim por insegurança, medo, ganância, inveja e uma ambição neurótica pelo poder e o status”, diz Moacir Carlos Sampaio Silva, consultor de comportamento organizacional e coordenador da pós-graduação em psicologia social das organizações no Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo. “Os profissionais mais competentes geralmente não primam pelo marketing pessoal e a politicagem acaba equilibrando a disputa para quem não é tão talentoso”, explica. “Por isso, quem recebe a promoção não é o melhor e sim aquele que é mais conveniente para o líder ou para a companhia.” A realidade atual das empresas contribui para que o jogo de politicagem prolifere. As chances de ascensão profissional são cada vez menores por causa dos poucos cargos de liderança existentes atualmente nas organizações. Passar por esse funil requer competência — ou algum talento para a politicagem. Ela é praticada em todos os degraus do organograma, mas é no nível gerencial que se dissemina como praga.
É ali que a briga por poder e a insegurança sobre o futuro criam o terreno fértil para o joguinho político. Quem está nessa posição recebe pressão de todos os lados e faz de tudo para preservar o cargo. Quando a briga é por poder e controle, tudo pode representar uma ameaça ao alpinista corporativo. O ex-executivo Marco Antonio Glória Azevedo, de 55 anos, diz que foi jogado aos leões porque não pensava da mesma maneira que seu chefe. Ele trabalhava numa empresa do interior de São Paulo pertencente a dois grupos, um brasileiro e outro francês. Os desentendimentos entre os sócios em relação às estratégias de negócios se acentuavam a cada dia. Azevedo apoiava a posição dos brasileiros. Seu chefe, o lado francês. “Isso provocou uma guerra interna entre alguns setores”, afirma. Azevedo logo percebeu que sua fritura tinha começado. “Um dia chegou o fogão, no outro o óleo e por fim a frigideira”, diz. Em outras palavras: Azevedo foi colocado de lado. Seus projetos eram ironizados pelo diretor e as críticas tinham quase sempre uma conotação pejorativa. “Ele tentava inviabilizar todas as minhas iniciativas. Passou a tirar projetos de mim, numa tentativa de diminuir meu poder de ação. Além disso, me excluiu do processo de decisão.”
Azevedo chegou a procurá-lo para uma conversa franca, mas de nada adiantou. “Ele negou categoricamente a fritura e disse que eu era importante para a empresa. Essa é uma atitude perniciosa, pois provoca um desgaste emocional muito grande”, diz. “Eu teria ficado fortemente abalado se não tivesse percebido o jogo. Decidi procurar os líderes do lado brasileiro que tinham me colocado lá e negociei minha saída.” Agora, Azevedo decidiu ser empreendedor. Está virando sócio de uma construtora de obras públicas. Diz ter perdido a vontade de voltar a ser empregado. “Quero ter um negócio para exercer as minhas convicções.”
Quando a politicagem perde seu caráter silencioso e sutil, se transforma em assédio moral. Para chegar a esse estágio mais grave, quem pratica politicagem geralmente percorre dois caminhos, de acordo com a psicóloga e médica do trabalho Margarida Barreto, especialista em assédio moral.
O primeiro deles é fazer intrigas, boatos e fofocas para atingir a competência do profissional. Quando isso não surte efeito, vêm os ataques pessoais, para desmoralizar e acabar com a auto-estima da vítima. O assédio moral é caracterizado por relações autoritárias, desumanas e antiéticas. A politicagem é mais amena, pois mira no terreno profissional da vítima, em geral levando-a a mudar de emprego. Foi o que a assistente de compras Iracema Santos, de 28 anos, diz ter sofrido por parte de um grupo de gerentes de uma grande rede varejista onde estava desde 2000, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Devido ao seu bom desempenho, Iracema foi promovida com dois meses de casa e recebeu um aumento salarial de 30% depois de oito meses. O diretor da área não lhe poupava elogios em público. Aos poucos, Iracema começou a assumir as mesmas responsabilidades dadas aos gerentes, embora não tivesse o cargo de fato. “Meu diretor me chamava para participar das reuniões do nível gerencial e se interessava em ouvir minha opinião.” Não demorou muito, os holofotes estavam em Iracema. Foi justamente nessa fase que o diretor mudou de área.
A partir daí, o fogo cruzado sobre ela aumentou. Como não podiam acusá-la de ser uma profissional incompetente, já que os resultados de seu trabalho estavam acima da média esperada, iniciaram um ataque que a atingia pessoalmente. “Quando se referiam a mim, diziam que eu era uma coordenadorazinha que pensava ser alguma coisa na vida”, diz. Ela saiu de férias e, quando voltou, recebeu o aviso de que estava demitida. “Durante todo esse processo, as minhas forças se esvaíram e precisei tomar remédio para o estresse”, diz. “Agora, eu me pergunto por que agüentei isso por mais de dois anos?”

Os mecanismos de defesa
Os profissionais que são vítimas de politicagem e favoritismo acabam aprendendo lições importantes e também criando mecanismos de defesa para não cair novamente em futuras armadilhas. Iracema afirma que não tolerará mais um ambiente hostil por muito tempo. Do seu processo de fritura, ela diz que aprendeu a ter mais paciência e flexibilidade com as pessoas. “Eu me entregava de corpo e alma à equipe e descobri que isso é inviável”, afirma. “As pessoas são inseguras e, em determinadas situações, cruéis”. Hoje, diz que procura se preservar, não se destacar tanto nem falar muito de suas qualificações. “Quando tenho novas idéias, guardo algumas cartas para apresentar na hora certa.” Já Ricardo Mansur diz que aprendeu a ler nas entrelinhas, a desconfiar do que está por trás do que os colegas dizem. “Hoje eu tenho mais cuidado”, afirma. “A transparência das pessoas é aquela que é possível e não a ideal.”
Afinal, não há emprego perfeito. “Ninguém dá a mínima para o que você sente no trabalho, portanto, equilibre-se na balança da vida e seja menos amargo”, diz o consultor Jerônimo Mendes em seu livro Oh, Mundo Cãoporativo! (Ed. QualityMark). Infelizmente, “nele [no mundo corporativo] não há lugar para franqueza nem autenticidade, somente para resultados, facilmente alcançados por alguém que sorri ao lado e tem objetivos claramente definidos: conquistar o teu lugar”. Mas atenção: não vire um paranóico. Perder tempo com mania de perseguição pode colocar você no olho da rua! A política é inevitável. Você precisa aprender a jogar esse jogo respeitando os seus limites.
“Meu chefe mudou de comportamento de uma hora para outra e até agora não entendi bem as razões para isso.” Ricardo Mansur: ex-gestor de tecnologia, agüentou três anos de fritura antes da demissão: “Fui demitido porque meu chefe se sentiu ameaçado pelo meu desempenho. Mas isso não mudou a minha meta. Continuo proativo e empreendedor”. Jorge Rys Júnior: Hipertensão e 15 quilos a mais depois da fritura em uma das maiores redes de eletroeletrônicos do país: “Eu teria ficado fortemente abalado se não tivesse percebido o jogo de politicagem.” Marco Antonio Glória Azevedo: a fritura começou quando ele ficou do lado oposto ao do chefe em relação às estratégias da empresa: “Minhas forças se esvaíram e precisei tomar remédio para o estresse.” Iracema Santos: os gerentes da empresa onde trabalhava se sentiram ameaçados pela rápida ascensão da assistente de compras.

Manual do trapaceiro

Se você quer sobreviver no ambiente de trabalho, aprenda a reconhecer as armas de ataque e de defesa da politicagem. O livro As 48 Leis do Poder (Editora Rocco, 460 páginas), do jornalista e dramaturgo Robert Greene e do produtor gráfico Joost Elffers, está longe de ser um manual da ética. Na verdade, estimula o pior tipo de politicagem. Confira algumas das polêmicas teorias dos autores:

PODER

1. O poder requer a capacidade de jogar com as aparências. Assim, você tem de aprender a usar muitas máscaras e ter uma cartola cheia de truques. Todas as intenções humanas exigem que se trapaceie em muitos níveis e, de certa forma, o que distingue os humanos dos animais é a nossa capacidade de mentir e enganar.
2. Se você deseja poder, ponha imediatamente a honestidade de lado e comece a treinar a arte de dissimular suas intenções.
3. É uma falha de percepção mortal, porém comum, acreditar que exibindo e alardeando os seus dons e talentos você está conquistando o afeto do chefe. Ele pode fingir apreço, mas na primeira oportunidade vai substituir você por alguém menos brilhante, menos atraente e menos ameaçador.
4. Se você é mais inteligente do que o seu chefe, aparente o oposto: deixe que ele pareça mais inteligente do que você. Mostre ingenuidade. Faça parecer que você precisa da habilidade dele.

AMIGOS E INIMIGOS

5. Cautela com os amigos — eles o trairão mais rapidamente, pois são com mais facilidade levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos.
6. Seus inimigos, por outro lado, são uma mina de ouro escondida que você deve aprender a explorar. Sem inimigos à nossa volta, ficaríamos preguiçosos. Um inimigo nos nossos calcanhares aguça a nossa percepção, nos mantém concentrados e alertas.

OBJETIVOS

7. Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito dos seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa.

Defenda-se

A politicagem está presente em todas as empresas, mas você pode se proteger.
Veja os conselhos dos especialistas


1. Evite deixar assuntos subentendidos. Não caia na armadilha do pressuposto. O que é óbvio ou implícito para uns pode não ser para outros.
2. Torne explícitas as suas dúvidas e procure conhecer quais são as expectativas das pessoas com quem você interage profissionalmente. Isso vale para chefe, pares, subordinados, fornecedores e clientes.
3. Não espere por feedback. Peça. Mas lembre-se que muita carência pode ser considerada insegurança.
4. Ao consultar o chefe sobre um problema, leve soluções já pensadas por você. Coloque o foco da conversa na ajuda dele para definirem juntos a melhor.
5. Se estiver sendo vítima de politicagem, converse com as pessoas envolvidas e seja franco e direto.
6. Se o problema caminhar para o assédio moral, procure reunir provas concretas, como bilhetes, e-mails, cartas e, dependendo do caso, gravações telefônicas em que você participe do diálogo.

A diferença do Sul

É possível que empresas de uma determinada região sofram menos de politicagem que outras? Empiricamente, parece que sim. Na lista das melhores empresas para você trabalhar no país deste ano, as do Sul são as que têm funcionários que menos reclamam do assunto. O que elas têm em comum? Em primeiro lugar, a maioria é comandada por líderes que trabalham próximos de suas equipes. Em segundo, a comunicação interna eficiente contribui para a divulgação dos valores e da missão. E, em terceiro, elas combatem abertamente as fofocas e a boataria. Na Todeschini, em Bento Gonçalves (RS), a melhor empresa para trabalhar de 2004, o presidente, José Eugênio Farina, toma café diariamente com os funcionários. Aproveita para conversar e dar seus recados individualmente. Farina adota a simplicidade como regra número 1 de comportamento. “Ninguém está autorizado a tratar mal outro por causa de sua posição hierárquica”, diz ele. “Dessa forma, qualquer um que se sentir vítima de politicagem ou favoritismo poderá falar sem receios.”
Na Tigre, com sede em Joinville (SC), cada um conhece seu potencial e as condições e regras para promoções, que foram avaliados por uma consultoria externa. O presidente, Amaury Olsen, estimula as pessoas a trabalhar em áreas diferentes e a desenvolver seu potencial. “Como as regras são claras, as chances de alguém se sentir injustiçado ou preterido diminuem”, afirma Olsen. Na Landis+Gyr, em Curitiba, o principal objetivo do presidente Álvaro Dias é eliminar qualquer foco de boatos e informações infundadas. Para isso, circula pela empresa e conversa abertamente com todos. Assim diminui as chances de reclamação em situações como promoções ou distribuição de lucros. “Dessa maneira, os boatos e fofocas não contaminam a empresa”, afirma Dias.


Teste - você está sendo fritado?

O teste abaixo irá ajudá-lo a responder a essa pergunta. Leia as afirmações abaixo levando em conta como você percebe seu relacionamento no ambiente de trabalho em cada um dos aspectos apresentados. Atribua para cada afirmação uma das seguintes notas:

2 pontos
Sim. Isso ocorre freqüentemente

1 ponto
Em parte. Acontece algumas vezes

0 ponto
Raramente ou nunca acontece

( ) Seu chefe não convida mais você para reuniões importantes.
( ) Você não recebe convites para eventos sociais que antes freqüentava.
( ) Seu chefe está menos acessível (não tem tempo para você, mas tem tempo para os outros).
( ) Você vem perdendo regalias (vaga no estacionamento, reembolsos, acesso à internet).
( ) Os comentários sobre o seu trabalho são sempre críticos e para apontar defeitos.
( ) Faz tempo que você não recebe novas incumbências e suas propostas são engavetadas.
( ) Seu chefe contata, recebe, passa tarefas e consulta os subordinados que se reportam a você.
( ) Quando você solicita algum feedback ouve o chavão “Conversaremos oportunamente”.
( ) Seu chefe não olha nos seus olhos quando é inevitável conversar com você.
( ) A secretária do chefe se torna um anteparo: bloqueia acesso e só repassa recados.
( ) Novas idéias e contribuições suas não são bem recebidas (e são até ironizadas).
( ) Quando você propõe algo, seu chefe questiona: “Você está querendo me desafiar?”
( ) Você está se sentindo isolado, por fora das coisas, percebe que a informação não chega.
( ) Ultimamente você tem almoçado sozinho, até outros colegas começam a se afastar.
( ) Você sai deprimido e desmotivado de cada encontro que tem com o seu chefe.
TOTAL ( )

CONFIRA SUA PONTUAÇÃO

Até 7 pontos: Alegre-se. Você está bem na foto.

De 8 a 14 pontos:
Padrão provolone. Esta faixa representa um mal-estar circunstancial, perfeitamente reversível. Provavelmente, com uma conversa franca e com um feedback bem assimilado, você poderá mudar alguns comportamentos e evitar um processo de “fritura”. Convém não vacilar. Você pode ser engolido cru mesmo.

De 15 a 22 pontos:
Padrão batata. Cuidado. A menos que seu chefe seja extremamente tímido, desligado ou muito ocupado, seguramente já foi dado o início do seu processo de “fritura”. Lembre-se: a batata leva um pouco mais de tempo para fritar... Você está recebendo diversos sinais de que seu pedido de demissão é bem-vindo.

Acima de 22 pontos:
Padrão pastel. Conforme-se e parta para outra. Você está irremediavelmente frito — e olhe que pastel frita rápido! Este teste informal integra a série REFLEXÕES BEM-HUMORADAS, dos programas de desenvolvimento gerencial da portfólio Sedes Consultoria. Supervisão do professor Moacir Carlos Sampaio Silva.