AGÊNCIA DE NOTÍCIAS FECOMERCIO – RS
Terça-feira, 17 de abril de 2007

Faça do feedback um momento de crescimento para o colaborador
Todo gestor, por melhor e mais seguro que seja, tem no momento de dar um feedback ao seu colaborador um período de tensão, ainda mais nos casos em que o retorno não é positivo. O feedback é uma conversa particular entre o líder e o liderado, com caráter de avaliação, sobre os acertos e erros do funcionário avaliado. O tema do bate-papo permeia o comportamento, competências e resultados desse colaborador. Por isso, a ausência desse retorno está diretamente relacionada à queda na motivação, diminuição de performance e, em última instância, à demissão.

Contudo, uma constante no mundo empresarial é o chefe estar despreparado para esta ocasião, o que pode gerar um desconforto para o funcionário, além da pouca utilidade de um encontro que deveria gerar um planejamento de melhorias. “É necessário reposicionar os colaboradores e avaliar suas expectativas em relação ao cargo e ao que se espera dele. O reconhecimento de que tanto se fala só é possível com muita transparência e diálogo em relação às expectativas de um com o outro”, afirma o administrador e consultor empresarial Jeronimo Mendes.

Para ele, esta deve ser uma conversa franca, direta e sem rodeios. “Devem ser abordados os pontos fracos e pontos fortes, em quais situações o colaborador precisa melhorar para crescer profissionalmente e produzir o que se almeja dele. Se o colaborador souber desde o início o que se espera dele, qual a política da empresa, como ele pode se desenvolver no cargo e, principalmente, o que pode acontecer se não houver correspondência entre os valores e a sua conduta, fica mais fácil até mesmo encerrar o vínculo depois”, avalia o consultor.

Mendes acredita que não exista uma receita prévia para se dar este retorno, pois depende de cada liderança. “Mas no meu caso prefiro iniciar pelos pontos fracos, e à medida que a conversa evolui vou caminhando para os pontos fortes, afinal, não é possível que um profissional não mereça um simples elogio”, contemporiza o consultor.

Na hora H
Para o consultor em gestão organizacional e pessoal Sérgio Campos Pereira Ramos, o ideal é que o feedback ocorra semestralmente ou, mais tardar, anualmente. “Isto não significa que o líder não deva conversar com seu colaborador ocasionalmente, bem como que o funcionário não tenha um espaço para abordar seu chefe para um bate-bate”, pondera Ramos.

E para que o retorno seja o mais produtivo possível, Ramos acredita que o primeiro passo seja o chefe possuir todas as informações sobre o desempenho do funcionário. Em seguida, buscar um local favorável para a conversa, sem a interrupção causada por telefones. Por último, procurar criar um clima favorável. “O funcionário deve ter em mente que este não é o dia do juízo final. O encontro deve ser a chance de melhorias para o colaborador”, analisa. “A partir dessa conversa, será possível criar um plano de desenvolvimento para que o avaliado saiba a melhor forma de dar o retorno estimado”, finaliza Ramos.

Dicas
- Converse com seu colaborador com muita transparência, olho no olho, sendo franco e direto.
- As pessoas não se frustram porque são demitidas, mas sim pelo fato de não saberem por que foram demitidas, portanto, todo líder deve ser o mais franco possível, o que não significa ser mal-educado, ríspido e indiferente.
- O líder surge quando sabe conviver com todas as diferenças e consegue extrair o melhor de cada um. Todos são bons em alguma coisa, portanto, sabê-los aproveitar dentro daquilo que sabem é o grande desafio.

Disponível em:
http://www.senacrs.com.br/fecomercio/ANF/view_noticias.asp?id=4515