Contudo, uma constante no mundo
empresarial é o chefe estar despreparado
para esta ocasião, o que pode gerar um
desconforto para o funcionário, além
da pouca utilidade de um encontro que deveria
gerar um planejamento de melhorias. “É
necessário reposicionar os colaboradores
e avaliar suas expectativas em relação
ao cargo e ao que se espera dele. O reconhecimento
de que tanto se fala só é possível
com muita transparência e diálogo
em relação às expectativas
de um com o outro”, afirma o administrador
e consultor empresarial Jeronimo Mendes.
Para ele, esta deve ser uma conversa
franca, direta e sem rodeios. “Devem ser
abordados os pontos fracos e pontos fortes, em
quais situações o colaborador precisa
melhorar para crescer profissionalmente e produzir
o que se almeja dele. Se o colaborador souber
desde o início o que se espera dele, qual
a política da empresa, como ele pode se
desenvolver no cargo e, principalmente, o que
pode acontecer se não houver correspondência
entre os valores e a sua conduta, fica mais fácil
até mesmo encerrar o vínculo depois”,
avalia o consultor.
Mendes acredita que não
exista uma receita prévia para se dar este
retorno, pois depende de cada liderança.
“Mas no meu caso prefiro iniciar pelos pontos
fracos, e à medida que a conversa evolui
vou caminhando para os pontos fortes, afinal,
não é possível que um profissional
não mereça um simples elogio”,
contemporiza o consultor.
Na hora H
Para o consultor em gestão organizacional
e pessoal Sérgio Campos Pereira Ramos,
o ideal é que o feedback ocorra semestralmente
ou, mais tardar, anualmente. “Isto não
significa que o líder não deva conversar
com seu colaborador ocasionalmente, bem como que
o funcionário não tenha um espaço
para abordar seu chefe para um bate-bate”,
pondera Ramos.
E para que o retorno seja o mais
produtivo possível, Ramos acredita que
o primeiro passo seja o chefe possuir todas as
informações sobre o desempenho do
funcionário. Em seguida, buscar um local
favorável para a conversa, sem a interrupção
causada por telefones. Por último, procurar
criar um clima favorável. “O funcionário
deve ter em mente que este não é
o dia do juízo final. O encontro deve ser
a chance de melhorias para o colaborador”,
analisa. “A partir dessa conversa, será
possível criar um plano de desenvolvimento
para que o avaliado saiba a melhor forma de dar
o retorno estimado”, finaliza Ramos.
Dicas
- Converse com seu colaborador com muita transparência,
olho no olho, sendo franco e direto.
- As pessoas não se frustram porque são
demitidas, mas sim pelo fato de não saberem
por que foram demitidas, portanto, todo líder
deve ser o mais franco possível, o que
não significa ser mal-educado, ríspido
e indiferente.
- O líder surge quando sabe conviver com
todas as diferenças e consegue extrair
o melhor de cada um. Todos são bons em
alguma coisa, portanto, sabê-los aproveitar
dentro daquilo que sabem é o grande desafio.
Disponível em:
http://www.senacrs.com.br/fecomercio/ANF/view_noticias.asp?id=4515