| O
VALOR DE UMA IDÉIA
Jerônimo
Mendes
Administrador, Consultor e Palestrante
Autor dos livros Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark)
e Benditas Muletas (Vozes)
Mestre em Organizações e Desenvolvimento
Local
www.jeronimos.com.br
Os
caminhos que conduzem o empreendedor a uma vida plena
de realizações são muito distintos
e nem sempre ocorrem como planejados inicialmente. Pergunte
a qualquer empreendedor bem-sucedido como ele construiu
um império a partir do zero e é provável
que ouça algo parecido com “as coisas foram
acontecendo”, “trabalhei feito louco”
ou ainda “nem eu mesmo sei direito”, porém
a realidade é que os negócios bem-sucedidos
são idealizados primeiro na mente.
Há
mais de 90 anos, um caixeiro de nome Asa Candler adquiriu
uma fórmula secreta aparentemente insignificante,
rabiscada por um velho farmacêutico chamado John
S. Pemberton, num simples pedacinho de papel, por uma
quantia irrisória na época, porém
para o caixeiro representava a economia de uma vida
inteira. O farmacêutico ficou contente de negociar
a fórmula por quinhentos dólares e o caixeiro
tinha consciência do risco ao adquirir um simples
pedaço de papel.
Os
fatos posteriores à negociação
entre o caixeiro e o farmacêutico são dignos
de seres dotados do legítimo espírito
empreendedor. Na realidade, o que Asa Candler comprou
foi uma idéia. O velho tacho com a amostra do
produto, a pá de madeira e a fórmula secreta
entregue pelo farmacêutico foram completamente
irrelevantes e acidentais na época.
Quase
um século depois, o velho tacho de madeira continua
gerando riquezas com uma velocidade estonteante ao consumir
bilhões de latas e garrafas, ao gerar milhares
de empregos diretos ou indiretos em diversos países
do mundo e ao proporcionar glória e fortuna para
dezenas de artistas e iniciantes que ganham a vida participando
de propagandas para promover o produto.
Todos
os dias, o líquido precioso se faz presente em
milhares de comemorações, festas de aniversários,
nascimentos e casamentos ao redor do planeta. Não
é possível ficar um dia somente sem ouvir
ou ler o nome do produto em qualquer lugar que você
vá e, apesar do esforço dos vigilantes
do peso, da saúde e do meio ambiente para a redução
do consumo, a força natural do marketing exercido
sobre o produto desde a primeira festa de aniversário
de qualquer pessoa é praticamente indestrutível.
Parafraseando
Napoleon Hill, autor de A Lei do Triunfo, seja quem
você for, viva onde viver, seja qual for a sua
ocupação, lembre-se, todas as vezes que
ver e ouvir o nome Coca Cola, que seu grande império
de riquezas e influência nasceu de uma simples
idéia. O misterioso ingrediente que o caixeiro
misturou à fórmula secreta era nada mais,
nada menos, do que imaginação.
A
influência da Coca Cola estendeu-se por todos
os povoados, cidades, estados, países, organizações,
indústrias, roteiros de cinema, rádio,
televisão e encruzilhadas do mundo e serve de
inspiração para qualquer empreendedor
que vislumbre a mínima possibilidade de quebrar
todos os recordes desse “matador” de sede
universal. Talvez nem o próprio Asa Candler fizesse
a mínima idéia da dimensão que
uma simples fórmula transformada em líquido
pudesse tomar na economia mundial.
Embora
o nome Coca Cola seja visto como símbolo do imperialismo
econômico americano por muitos países,
isso é apenas conseqüência dos rumos
que uma simples idéia colocada em prática
pode tomar. Quando o empreendedor lança uma idéia
e ela se torna bem-sucedida, os acontecimentos subseqüentes
podem ganhar uma dimensão que tende a fugir ao
seu próprio controle.
Dentre
as 100 marcas mais valiosas do planeta, a Coca Cola
ocupa a primeira posição no ranking, segundo
a pesquisa Best Global 2007, divulgada na Revista americana
Business Week, especializada no assunto. Em valores
absolutos, uma quantia considerável de US$ 65
bilhões, apenas para o valor da marca, independentemente
das demais riquezas proporcionadas pela sua produção
e comercialização.
O
valor de uma idéia pode ser representado pela
seguinte fórmula: V = I + E + O, ou seja, (I)
imaginação + (E) esforço + (O)
otimismo, portanto, nunca despreze uma simples possibilidade,
principalmente quando ela estiver alinhada com a sua
vocação, o seu propósito de vida
e um amplo sentido de realização.
Obs. Publicado originalmente na Revista Geração
Sustentável
http://www.geracaosustentavel.com.br
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