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ELEIÇÕES
LIMPAS
Heródoto
Barbeiro
Jornalista e Âncora da TV Cultura e CBN
www.herodoto.com.br
Metade
dos eleitores acredita que a maioria dos eleitos usam
de métodos corruptos para chegar ao poder. Esta
é uma das conclusões de uma pesquisa encomendada
pela AMB -Associação dos Magistrados Brasileiros,
e o Vox Popoli. Há outro dados estarrecedores,
85 % acreditam que os políticos usam da política
em benefício próprio e não do povo.
Tem mais, 82 % dizem que os eleitos não cumprem
aquilo que prometeram na campanha eleitoral. Na hora
de escolher candidato para as próximas eleições
só 10% disseram que vão escolher de acordo
com um partido, 76% disseram que vão usar critérios
pessoais na hora de votar.
A
pesquisa realizada em todo o país ainda mostra
que 80% consideram que vereadores devem pagar hospital
e enterro para pessoas necessitadas. Esta é a
foto tirada neste mês de agosto, e que dificilmente
vai mudar até as eleições deste
ano.
Os
resultados são paradoxais.Ao mesmo tempo que
a maioria esmagadora não tem confiança
na classe política e condena a forma que os votos
são obtidos nas eleições, dizem
que vereadores devem custear enterros, casamento, batizado
e muito mais. Ou seja, não consolidamos aquilo
que consideramos que não está correto.
Essa contradição torna ainda mais difícil
a escolha dos melhores para mudar o quadro político
do país.Alguém já disse no passado
que ninguém mora fora do município e portando
é por ali que as mudanças devem começar.
Porém, como alterar essa realidade a médio
ou a longo prazo? Só uma participação
da sociedade como um todo vai poder mudar esse quadro.
Aos
partidos, salvo exceção, não interessa
mudar posturas que possam mudar a estrutura do poder.
É bom que tudo continue como está para
perpetuar os caciques que colocam os interesses de grupos
ou sociais acima dos coletivos.
O
exemplo mais evidente nesta época é quando
os prefeitos transformam funcionários de "confiança"
em cabo eleitoral. Além de constatar o quadro
político a contribuição da AMB
é inédita e vem em um momento certo. Sem
se envolver com partidos ou preferências políticas
os magistrados estão dando um exemplo que poderia
ser seguido por outras esferas do poder público.
A
polêmica da ficha suja é outro exemplo
de como um tema pode sensibilizar as pessoas. Entidades
dos professores, advogados, metalúrgicos, jornalistas,
enfermeiros, médicos, enfim, todos podem e devem
integrar nesse esforço para a criação
de consciência política e cidadã.
Os sindicatos, centrais, federações de
trabalhadores, que contam com subsídios públicos,
também não podem ficar fora disso. Quem
pode ficar contra um movimento desses? Só os
que estão empenhados em perpetuar a patifaria.
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